Você sabe qual é o principal fator que impede as pessoas de conseguir o sucesso?

O MEDO.

Medo de falhar, medo do próprio sucesso, medo da rejeição, medo do desconhecido, medo da decepção, medo de não se sentir bem, medo do que os outros vão pensar, e assim por diante.

O problema é que não conquistamos nada se deixamos esses medos dominarem nossa vida. É natural ter medo e existem razões biológicas para isso mas, o fato é que, a partir do momento que você identifica o medo, você pode atacá-lo e dominá-lo.

Em geral, as pessoas não falam que estão com medo. Elas usam outras palavras para isso: “estresse” é uma dessas palavras. A verdade é que a pessoa está com medo. Medo de não conseguir falar bem na reunião, medo de não fazer tudo perfeito no trabalho, medo de não atingir os objetivos da equipe, etc. E a pessoa sabe que não vai se sentir bem se qualquer coisa de errado acontecer. É medo. Então, em vez de mentir para si mesmo dizendo que está estressado, você reconhece seu medo e ataca o medo.

Ter medo é do ser humano. Medo é um instinto de sobrevivência. Mas ele não pode ser maior do que a vontade de conquistar. O objetivo é identificar o medo e atacá-lo. A coragem pode superar o medo. Lembre-se: a coragem não é ausência de medo. São sentimentos coexistentes.

Por exemplo, uma pessoa que tem medo de falar em público. Se você perguntar o que ela sente quando ela precisa fazer isso, ela vai dizer algo assim:

“quando eu preciso falar em público, meu coração começa a bater muito rápido, os músculos das minhas mãos começam a ficar tensos, eu começo a suar, minha respiração fica mais rápida, tudo começa a ficar mais rápido a minha volta, eu sinto toda essa tensão, todo essa pressão e daí então eu sinto que estou tendo um ATAQUE DE PÂNICO e não consigo falar em público!”
 

Se você falar com alguém que gosta muito de falar em público e perguntar para essa pessoa o que ela sente antes da apresentação, ela provavelmente vai dizer algo assim:

 

“quando eu penso em falar em público, meu coração começa a bater muito rápido, os músculos das minhas mãos começam a ficar tensos, eu começo a suar, minha respiração fica mais rápida, tudo começa a ficar mais rápido a minha volta, eu sinto toda essa tensão, toda essa pressão e daí então eu sinto que estou PRONTO!”.
Qual é a diferença? Uma pessoa escolheu fica estressada e a outra escolheu ficar empolgada. É simples e é verdade. Isso é a fisiologia humana. Ou você domina o seu corpo e sua mente ou eles te dominam. Medos não podem nos controlar e nos impedir de fazer algo. Quando você precisa fazer algo, você faz.

Nos momentos de pressão, muitas pessoas entram em colapso porque não percebem a necessidade de superar o medo. Daí chega um momento em que: ou a pessoa supera ou ela está fora do jogo. Não deixe que esse momento chegue para você. Não deixe que a vida te obrigue a fazer. Você faz porque é necessário, enquanto é mais fácil fazer. Acredite: quando a vida te obrigar a fazer, será mais difícil.

O que muda nossas vidas é entrar em ação.

O que nos impede de entrar em ação? O medo.

O que podemos fazer para superar? Precisamos tomar uma decisão.

O ponto em que as mudanças acontecem é nas decisões que tomamos. Todas as mudanças que as pessoas querem começam com uma decisão.

As pessoas se perguntam: o que eu faço para mudar? Decida.

Mas, uma decisão de verdade não é como uma preferência, algo simplista. Uma decisão é a etapa mais importante de qualquer mudança. Decidir significa “eliminar outras alternativas”. Decidir é eliminar qualquer outra possibilidade e ter comprometimento com o que foi decidido. E suas decisões podem estar erradas. Sim, você pode falhar. E provavelmente vai. É um aprendizado contínuo. Mas não se martirize por seus erros e suas falhas.

Você já deve ter ouvido falar dos treinamentos que fazem com macacos para que eles tenham determinadas ações, apertar botões ou algo do tipo. O que os cientistas fazem, geralmente, é condicionar aquela ação com uma recompensa. Então eles ensinam o macaco a pressionar um botão quando uma luz se acende por exemplo, e dão uma recompensa para o macaco. E fazem isso diariamente até que o macaco aprenda aquela ação.

Mas, se algo muda no meio do caminho e o macaco não está “treinado”, o que acontece? Ele entra em colapso, pois os suas conexões neurais estavam automatizadas para aquela ação única e simplesmente. Um teste desse tipo dá choques no macaco se ele pressiona determinado botão. O que acontece? Ele evita aquele botão. Mas se há cinco botões e a cada dia é um botão que dá choque, o que acontece? O macaco entra em um colapso muito maior, porque parece que todo dia algo dá errado. Muitas vezes, é isso que acontece com as pessoas. Elas acham que por algo dar errado todo dia, nada dá certo, tudo dá errado, entram em colapso e desistem de fazer qualquer coisa.

Muitas vezes entramos em modo “automático” de tanto fazer a mesma ação como hábito, como rotina. Por exemplo, ir de um ponto A para um ponto B. Se você faz isso todo dia, sua conexão neural está automatizada para isso. Você vai de A para B e de B para A sem pensar. Pode acontecer de um dia você ter que ir de B para C, onde C é ainda desconhecido. Se você não sair do automático, você vai de B para A. E deveria ir de B para C. O mesmo acontece com suas emoções e seus sentimentos. Se você deixar em modo “automático”, fica sem controle.

Por isso, é necessário estar consciente e condicionar a mente constantemente. Podemos fazer isso realimentando as crenças diariamente, com muito foco e cuidando nossos diálogos internos, ou seja, a influência que temos sobre nós mesmos.

Outro ponto essencial para essa evolução mental é estarmos conscientes de que a nossa vida não é totalmente culpa dos outros. Nós precisamos assumir a nossa parte da responsabilidade. Não adianta culpar pai, mãe, família, governo, políticos ou a quantidade de dinheiro que você tem (ou não tem).

Por exemplo, uma pessoa que tem uma família problemática, pode acabar se tornando uma pessoa com problemas, “por causa” de sua família. Outra pessoa, numa família problemática, pode achar outro significado nessa situação e ser uma pessoa “melhor”, quebrando a corrente de problemas da família.

E nós sabemos que uma pessoa com muito dinheiro também pode ser infeliz. O sucesso e o dinheiro apenas potencializa a forma que cada pessoa coloca significado em cada parte da sua vida, ou seja, a forma como cada pessoa se comunica internamente. Se uma pessoa tem muito dinheiro e por algum motivo sente que não é suficiente, não sente realização ou sente que não está contribuindo para um bem maior, ela pode interpretar tudo isso como escassez e não se sentirá realizada, mesmo com muito dinheiro. Ou ela pode sentir que chegou no “topo” e não está crescendo, não está se sentindo conectada a outras pessoas e não se sente mais útil. Se a pessoa não domina a sua comunicação interna, sua influência sobre si mesma, se ela não domina suas crenças, o sucesso e o dinheiro podem ser armadilhas.

Uma pessoa pode ter uma experiência ruim e dizer: “o mundo me odeia”, isto é, ela acha que o acontecimento é uma punição e ela é a vítima. Outra pessoa tem a mesma experiência ruim e pode dizer: “o mundo está me desafiando e eu posso ir além desse obstáculo e fazer algo ainda melhor”.

Qual é a diferença?

A diferença é que uma pessoa se coloca como vítima e a outra pessoa é determinada. A diferença é a comunicação interna. De todas as habilidades que podemos desenvolver, a comunicação interna é uma das mais importantes. E pouquíssimas pessoas dominam essa habilidade, mas qualquer pessoa pode. Nós temos dificuldades para dominar essa habilidade porque não é uma prioridade, não é um foco e a maioria não aprendeu a fazer isso. As pessoas estão sempre fazendo outras coisas para se sentir melhor, mas não dominam a comunicação interna, que é uma das chaves de todo e qualquer sucesso.

As pessoas que trabalham e conquistam sucesso, mas não comunicam bem internamente acabam tentando controlar eventos que não estão sob seu controle, em vez de controlar o significado que dão para esses eventos. Essas pessoas que são conquistadoras de sucesso, até certo ponto conseguem administrar os eventos, as “coisas” do dia-a-dia, a rotina, o que está acontecendo. Mas chegam momentos em que não conseguimos controlar os eventos e isso pode nos desestabilizar. Nós não conseguimos controlar todos os eventos, simplesmente não podemos controlar tudo que acontece externamente.

Por exemplo, nós não podemos controlar as mortes dos nossos avós, pais, ou outras pessoas da família ou dos nossos amigos. Nós adoraríamos controlar isso, mas não podemos. No entanto, algo que você sempre pode controlar: o significado. Quando você controla o significado, a comunicação interna e sua influência sobre si mesmo, você controla a chave para a qualidade de vida que você deseja.

Mas, se você focar apenas no evento, na tristeza de um evento de perda, de saudade e viver nesse passado, você não terá futuro. Sei que acontecem muitas coisas que não gostaríamos que acontecessem. Mas, mesmo nessas coisas que não gostamos, podemos achar um significado. E tudo isso começa com uma boa comunicação interna.

Se uma pessoa não controla o que sente, ela acaba controlada pelo ambiente, pelas pessoas que têm influência sobre ela. Se você não tiver um controle consciente da sua mente, um plano para sua vida, eu garanto que outras pessoas têm um plano para você. Neste momento, existem pessoas planejando o seu futuro, caso você não tome o controle dele.

Então, é melhor termos mais autoconsciência e ter controle sobre nossa mente ou vamos pagar o preço caro de apenas viver reagindo aos estímulos externos e aos planos que outras pessoas têm para nós.

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