Um dia ouvi a história sobre dois irmãos que tinham um pai alcoólatra. Esses irmãos foram criados da mesma forma, pelos mesmos pais. O pai era alcoólatra e tinha as atitudes que um alcoólatra tem. Estava sempre bêbado, tratava mal os filhos e a esposa, não trabalhava e não teve sucesso. Teve uma vida desperdiçada. Um total fracasso. Então, esses dois irmãos cresceram e um deles se tornou uma pessoa bem-sucedida, formou uma linda família, teve filhos, e teve tudo que o sucesso pode trazer. Já o irmão, o outro filho do alcóolatra, ficou igual ao pai, repetindo a mesma história de fracasso. Um dia fizeram uma pergunta para os dois, a mesma pergunta para os dois irmãos: “por que as vidas de vocês foram tão diferentes?” E os dois irmãos deram a mesma resposta: “com o pai que eu tive, esperava que a minha vida fosse como?”    A vida que você tem é uma questão de escolha. É uma questão de percepção da sua realidade e o significado que você dá ao que acontece ao seu redor. Acredito que se cada pessoa se tornar responsável pela sua própria consciência, pela sua própria informação, ter responsabilidade sobre sua própria vida, sobre seu ensino, sobre seu conhecimento, sobre seu aprendizado, sobre sua família, sobre seu trabalho, nós todos teremos uma situação muito melhor do que temos agora. Sem terceirizar culpas. O que você percebe torna-se verdade para você. Então, é melhor controlar suas percepções. Não deixe suas percepções serem controladas pelos outros. Muitas pessoas vivem por percepções criadas pelos outros, por diálogos do passado, hábitos e crenças que não foram conscientemente criadas. No livro “Em Busca de Sentido” (Man’s Search for a Meaning), escrito pelo psicólogo alemão Viktor Frankl, ele conta sobre sua experiência na Segunda Guerra Mundial. Ele e sua família foram levados pelos nazistas e colocados em campos de concentração. Viktor sobreviveu, mas toda sua família foi morta. O que é surpreendente sobre Viktor Frankl é que mesmo com essa experiência terrível, ele criou uma vida significativa a partir dessa experiência. Ele não desistiu. Ele não aprendeu a odiar as pessoas. Em vez disso, ele aprendeu a amar e ajudar as pessoas. O que ele aprendeu no campo de concentração foi que as nossas experiências não são a coisa mais importante, e sim o sentido que damos às nossas experiências. A percepção do mundo e o significado que damos aos acontecimentos nos dão poder na vida ou nos destroem. No livro, Viktor conta sobre os diferentes presos que estavam no campo de concentração e menciona quais os presos permaneceram fortes e quais desistiram e morreram, quais ficaram depressivos, quais presos perderam toda a esperança e quais continuaram com a mentalidade forte e com esperança. Muitos conseguiram sobreviver criando mundos em suas mentes, blindando suas mentes e não deixando suas mentes serem destruídas. Ele criou uma forma de associar aquela experiência à uma oportunidade de tornar-se mais poderoso. Ele notou que apenas 1 em cada 25 pessoas sobreviviam (4%) no campo de concentração no qual ele estava e começou a estudar o que faziam os sobreviventes, conversava com eles e percebeu que essas pessoas descobriram uma razão para viver, mesmo naquela experiência. Isto é, essas pessoas descobriram um significado para seu sofrimento. Em vez de ficar se colocando como vítima e se perguntando “por que eu?”, essas pessoas usaram a experiência como uma oportunidade para fortalecimento. Viktor usou esta experiência para aprender mais sobre a natureza humana e concluiu que a diferença básica é o significado que as pessoas dão às suas experiências. Para nós, é um exercício diário superar experiências ruins. Estamos cercados por problemas, violência, doenças, corrupção, destruição, etc. Não é fácil superar tudo isso, mas é possível. O primeiro passo é filtrar o significado que você dá para os eventos, sua percepção sobre o que acontece, no que você coloca foco e administrar suas crenças e seus pensamentos. Você pode estar se perguntando: por que as pessoas interpretam, respondem e reagem aos eventos e acontecimentos de forma diferente? E a resposta é: porque cada pessoa tem valores e crenças diferentes. Em suas mentes, as pessoas fazem associações diferentes para cada evento que acontece e seu comportamento é moldado por seus valores e crenças. A partir disso, as pessoas tomam decisões. E são as decisões que definem o futuro de cada pessoa. Os valores que nós temos são estados emocionais que formam quem somos. Se você quer sentir um determinado estado emocional mais vezes é porque esse valor te traz alegria ou prazer. É um valor que você aprecia. E, por outro lado, se você não quer sentir um determinado estado emocional é porque esse valor te traz sofrimento ou dor. É um valor que você quer evitar sempre. São basicamente esses dois tipos de valores que nós temos e que moldam nossas decisões. Então, permanentemente, nós estamos decidindo com base nesses valores, ou seja, no que queremos sentir e no que queremos evitar sentir. Temos uma série de estados emocionais (ou emoções) que gostaríamos de sentir mais. Poderíamos fazer uma lista como esta abaixo, por exemplo, com estados emocionais que gostaríamos de viver:

Digamos que nós gostaríamos de sentir todas essas emoções, experimentar esses estados emocionais. Ou seja, seriam nossos valores. Mas, em geral, nós não valorizamos igualmente nossas emoções. Para cada pessoa, existe uma ordem de prioridade. É por isso que nossas decisões são diferentes. Nós temos uma intensidade diferente para cada valor, para cada emoção. Essa intensidade varia conforme nossas experiências, o ambiente em que vivemos, a forma como fomos criados e crescemos, entre outros fatores. Em muitos casos, fomos condicionados desde a infância e pelos ambientes em que vivemos durante a vida. Digamos que uma pessoa tenha a aventura como valor número um. Isto é, a necessidade de sentir essa emoção é altamente prioritária para essa pessoa. E digamos também que uma outra pessoa tenha a segurança como valor número um. Essas duas pessoas tomarão decisões da mesma forma? Essas duas pessoas vão querer trabalhar no mesmo tipo de ambiente? Elas vão ter o mesmo tipo de carro? Elas vão para o mesmo tipo de viagem de férias? Para todas essas perguntas a resposta é não. Com certeza não. Os valores determinam a direção da vida de cada pessoa. E esse é o grande desafio, pois você tem a sua lista de valores e precisa lidar com eles. Se, para você, segurança é um valor importante e eu te convidasse para mergulhar com tubarões, você aceitaria? Provavelmente não. Exceto se você acredita que mergulhar com tubarões é totalmente seguro. É aí que entram as crenças. Se você acredita em algo, seu valor é mais forte. Você tem valores e as crenças auxiliam na decisão de fortalecer os valores. E também criamos regras para reforçar a crença. Digamos que você, além de não acreditar que nadar com tubarões é seguro, considera a seguinte regra: “se eu fizer algo tão perigoso, algo dará errado e eu com certeza vou morrer”.   Isso reforçaria ainda mais sua crença e faria você evitar esse valor de “sentir aventura”. Todos nós somos direcionados na vida por nossos valores. E cada um de nós também tem uma lista de emoções ou estados emocionais que gostaríamos de evitar. Por exemplo:

Em geral, as pessoas querem evitar todos esses sentimentos. Porém, assim como nos valores que queremos ter, cada um de nós tem prioridades nas emoções que queremos evitar. Determinada emoção negativa traz mais sofrimento dependendo da pessoa que sente a emoção. Algumas emoções temos mais motivação para evitar e, além disso, nos esforçamos mais para evitar. Por exemplo, digamos que uma pessoa tenha o SUCESSO como primeiro valor, acima de todos os outros e, por outro lado, na lista dos sentimentos que essa pessoa quer evitar, ela tem a REJEIÇÃO no topo da lista. Essa pessoa teria um grande dilema na sua vida, um conflito interno. Por que? Porque sabemos que, para ter sucesso, precisamos nos arriscar. E arriscando, como o próprio verbo diz, o risco de rejeição é muito alto. E agora vem o grande desafio: As pessoas preferem se esforçar mais para evitar um sentimento indesejado do que se esforçar mais para conquistar um valor desejado. Isso é o que muitas pessoas chamam de autossabotagem. Essa pessoa que tem o sucessocomo estado emocional prioritário e a rejeição como uma emoção a ser evitada, iniciaria sua caminhada para o sucesso, mas, em algum momento, daria passos para trás para evitar a rejeição. A autossabotagem é, simplesmente, uma pessoa seguindo os “condicionamentos” criados no seu cérebro. Nesse exemplo, a pessoa condicionou seu cérebro para evitar rejeição e, para cumprir essa regra, ela evita o sucesso junto. Ela sabota o sucesso para evitar rejeição. Para alcançar sucesso, as chances de rejeição dessa pessoa aumentam proporcionalmente. Ela pode pensar que, se ela for bem-sucedida, outras pessoas vão olhar para ela lembrando que elas não são tão bem-sucedidas e, com o intuito de sentirem-se mais importantes, elas podem fazer algo para rejeitar a pessoa bem-sucedida. E não somente pessoas conhecidas e próximas podem fazer isso, mas até mesmo os desconhecidos: os chamados haters (ou trolls). Eles podem dizer que essa pessoa não merece o sucesso ou qualquer outro tipo de julgamento baseado em valores e crenças diferentes. E, com todo esse medo de rejeição, a pessoa pode acabar ficando bloqueada e não consegue o sucesso. Então, faça uma autorreflexão e observe se você tem valores que estão em conflito. Talvez seja necessário solucionar o conflito para que não ocorra esse tipo de bloqueio ou qualquer tipo de autossabotagem. Além disso, sentir-se uma pessoa bem-sucedida ou não, está baseado nas suas crenças. O que precisa acontecer para você se sentir uma pessoa bem-sucedida? O que o sucesso vai te proporcionar? As respostas são diferentes dependendo das suas crenças. A mesma lógica serve para rejeição. Temos regras que dizem o que precisa acontecer para sentirmos rejeição. É necessário trabalhar essas crenças limitantes, que causam esses bloqueios e originam a autossabotagem. Muitas vezes, as pessoas se sentem mal por algo bom que acontece, quando deveriam se sentir bem. Tudo isso devido a um sistema de crenças limitantes. As suas crenças determinam quando você vai sentir bem ou mal e os valores determinam a direção da sua vida. A nossa percepção define a nossa realidade. Agora, entendendo o que fazemos e que estamos no controle do nosso destino, nós podemos definir nosso futuro. Nós temos o poder da percepção para definir a realidade. Mas, muitas vezes, nós somos influenciados pelos ambientes em que crescemos e convivemos. E se não estamos conscientes disso, não percebemos a influência dos ambientes nos nossos comportamentos.

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